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Cruzeiro descarta pagar R$ 262 milhões por Gerson e considera pedida do Zenit fora da realidade

Cruzeiro considera inviável a pedida de €40 milhões do Zenit por Gerson e mantém cautela no mercado para 2026.
Marcio Alexandre

 


Cruzeiro avalia mercado após temporada sem títulos

O Cruzeiro encerrou a temporada de 2025 sem conquistas, apesar de um desempenho competitivo. O clube terminou o Brasileirão Betano na terceira colocação e alcançou a semifinal da Copa do Brasil, resultados que reforçaram a necessidade de ajustes pontuais no elenco para 2026.

Com o objetivo de elevar o nível técnico do time, a diretoria definiu o meio-campo como setor prioritário e passou a analisar nomes de peso no mercado internacional.


Gerson surge como prioridade da diretoria celeste

Entre os alvos avaliados, o nome de Gerson ganhou força internamente. O meio-campista, que deixou o Flamengo no meio da temporada e atualmente defende o Zenit, é visto como um jogador capaz de elevar o patamar técnico da equipe.

O interesse do Cruzeiro foi além de sondagens iniciais. O técnico Tite, envolvido diretamente no planejamento esportivo, entrou em contato com o atleta, sinalizando que o jogador se encaixa no modelo de jogo desejado para a próxima temporada.


Zenit estipula valor considerado fora da realidade

Apesar do interesse, a negociação esbarrou rapidamente na questão financeira. Segundo apuração do jornalista Samuel Venâncio, setorista do clube mineiro, o Zenit estipulou uma pedida de 40 milhões de euros, valor que gira em torno de R$ 262 milhões na cotação atual.

Internamente, a diretoria cruzeirense considera o montante totalmente fora da realidade do futebol brasileiro, mesmo diante do atual poder de investimento do clube. A avaliação é de que o custo-benefício não se justifica dentro do planejamento financeiro traçado para 2026.


Envolvimento de Jonathan Jesus não muda cenário

Como alternativa, o Zenit sinalizou a possibilidade de envolver o zagueiro Jonathan Jesus na negociação, utilizando o defensor como forma de abatimento do valor total.

Ainda assim, a proposta não agradou. Mesmo com a inclusão do jogador, o entendimento do dono da SAF, Pedrinho BH, é de que o custo final da operação seguiria elevado e incompatível com a política de investimentos do clube.


Cruzeiro mantém cautela e não fará “loucuras” no mercado

Apesar de Gerson seguir como plano A, o Cruzeiro adota postura cautelosa. A diretoria entende que não há urgência que justifique comprometer o equilíbrio financeiro do projeto esportivo.

O clube segue no mercado, avaliando alternativas e tentando sensibilizar o Zenit para reduzir a pedida. Caso isso não ocorra, a tendência é que a Raposa busque outros nomes com perfil técnico semelhante, mas dentro de valores considerados viáveis.


Planejamento mira competitividade sustentável

A postura adotada pelo Cruzeiro reforça um discurso cada vez mais presente no futebol brasileiro: competitividade sem irresponsabilidade financeira. O clube pretende manter protagonismo nacional, mas sem repetir erros históricos de investimentos acima da capacidade real.

O desfecho da negociação por Gerson ainda está em aberto, mas uma coisa já está clara nos bastidores: R$ 262 milhões estão fora de cogitação.

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