Luís Castro começa a moldar o Grêmio competitivo de 2026
A estreia no Campeonato Gaúcho marca mais do que o início oficial da temporada para o Grêmio. Representa, sobretudo, o primeiro teste prático do trabalho de Luís Castro à frente do clube. Metódico, exigente e atento aos detalhes, o treinador português já começa a desenhar o time que pretende levar a campo diante do Avenida, mesmo evitando qualquer definição precipitada.
Desde os primeiros dias de trabalho no CT Luiz Carvalho, a postura do técnico indica uma ruptura clara com métodos recentes: menos improviso, mais processo. O objetivo é construir uma equipe competitiva desde a largada, ainda que sem um “time titular fechado” neste primeiro momento.
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Competição interna como pilar do início de trabalho
Diferente de temporadas anteriores, o Grêmio não deve iniciar o Gauchão com uma equipe engessada. A ideia de Luís Castro passa pela competição interna constante, estimulando rendimento alto em todos os setores do elenco.
Nas primeiras rodadas, minutagem, intensidade física e capacidade de execução tática terão peso decisivo. O treinador entende que o estadual é um laboratório ideal para observar comportamentos, especialmente contra adversários que exigem força, organização defensiva e atenção aos duelos individuais.
Esse ambiente competitivo também serve para elevar o nível de concentração desde o início da temporada, algo que o clube considera fundamental para evitar oscilações recorrentes.
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Modelo de jogo: organização, linhas compactas e agressividade
Taticamente, o desenho preferencial começa a ganhar forma. O Grêmio deve atuar no 4-2-3-1, sistema que permite controle territorial, boa ocupação de espaços e variações ofensivas.
A prioridade é clara: linhas compactas, pressão coordenada e rápida transição após a recuperação da bola. Luís Castro cobra intensidade sem desorganização, buscando equilíbrio entre agressividade e controle do jogo.
Esse modelo exige volantes com boa leitura, laterais participativos e extremos capazes de alternar amplitude e infiltração.
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Esboço do time para a estreia contra o Avenida
Mesmo com cautela, alguns nomes aparecem à frente na corrida inicial:
Goleiro: Gabriel Grando inicia a temporada como principal opção.
Zaga: Gustavo Martins e Wagner Leonardo formam a dupla mais alinhada ao modelo do treinador neste momento.
Laterais: Marlon aparece em vantagem pela esquerda, enquanto Marcos Rocha desponta como principal alternativa pela direita.
Meio-campo: Arthur surge como peça central da construção, com Thiaguinho oferecendo intensidade, cobertura e dinâmica.
Meia ofensivo: função ainda aberta, com observações constantes.
Ataque: Carlos Vinícius desponta como referência, enquanto Amuzu e William largam bem avaliados pelos lados.
Tetê, tratado como reforço de peso, tende a assumir protagonismo assim que estiver plenamente apto fisicamente.
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Condição física pesa mais que nome neste início
Um ponto enfatizado internamente é que condição física e entrega tática serão determinantes nas escolhas iniciais. Até a quarta rodada do estadual, o critério principal não será status ou histórico, mas desempenho diário.
A exceção tende a ser o Gre-Nal, quando a comissão técnica pretende apresentar um time-base mais próximo do ideal projetado para a temporada.
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Um novo ciclo começa pelo detalhe
Luís Castro deixa claro que não chegou a Porto Alegre para repetir fórmulas. O nível de exigência subiu, o método é definido e o ambiente competitivo é estimulado desde o primeiro treino.
A estreia contra o Avenida, portanto, vai além do resultado. Será o primeiro reflexo visível de um Grêmio que busca identidade, regularidade e protagonismo em 2026.
Sobre o Autor
Márcio Ferreira é o criador e analista do Final Esportes, com foco em cobertura esportiva, mercado da bola, análises táticas e notícias atualizadas do futebol brasileiro.
