Grêmio enfrenta sua negociação mais ousada da janela
O Grêmio está envolvido em uma das negociações mais complexas e caras do futebol brasileiro em 2026. O alvo é o volante argentino Guido Rodríguez, de 31 anos, atualmente no West Ham, da Premier League. Internamente, o clube trata o negócio como uma aposta de alto impacto esportivo — e financeiro.
A informação é confirmada: o estafe do jogador apresentou oficialmente um pedido salarial de R$ 2 milhões por mês para atuar no Brasil. Trata-se de um patamar raríssimo no futebol nacional, reservado apenas a atletas considerados absolutamente decisivos.
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Salário milionário exige reformulação interna
Mesmo diante do valor elevado, o Grêmio não descartou a negociação. A direção entende que o investimento pode ser viável desde que consiga reorganizar a folha salarial, que chegou recentemente à casa dos R$ 23 milhões mensais.
A meta da diretoria é clara: reduzir a folha para algo próximo de R$ 20 milhões, abrindo espaço para uma contratação de peso sem comprometer o equilíbrio financeiro.
Por isso, alguns movimentos estão no radar:
Cristaldo pode ser negociado
Pavón aparece como possível saída
Aravena e Edenílson também são avaliados como ativos negociáveis
A estratégia é simples e arriscada ao mesmo tempo: enxugar o elenco para viabilizar um líder absoluto no meio-campo.
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Juventus surge como principal concorrente
No cenário internacional, o maior obstáculo ao Grêmio atende pelo nome de Juventus. O clube italiano acompanha a situação de Guido Rodríguez e tem vantagem financeira natural. No entanto, o jogo ainda está aberto.
Isso porque o Grêmio trabalha com duas cartas consideradas fortes nos bastidores:
1. Vontade do jogador
Guido vê com bons olhos um retorno à América do Sul, principalmente pensando em manter visibilidade visando a Copa do Mundo. O projeto esportivo apresentado pelo Grêmio foi bem recebido pelo atleta.
2. Segurança contratual
Enquanto a Juventus avalia:
Empréstimo
Esperar o fim do contrato para contratar sem custo
O Grêmio oferece:
Contrato de 3 anos, válido até os 34 anos
Papel central no projeto esportivo
Liderança técnica imediata no time de Luís Castro
Esse diferencial pesa, especialmente para um jogador que busca estabilidade após anos na Europa.
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A conta final: aposta de até R$ 80 milhões
Financeiramente, os números impressionam:
R$ 2 milhões por mês
R$ 24 milhões por ano
Entre R$ 75 e R$ 80 milhões em três temporadas, considerando salários, encargos e bônus
É, sem dúvida, uma das maiores apostas da história recente do clube. A direção sabe disso. Por isso, o negócio só avançará se houver absoluta convicção de retorno esportivo.
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Vale o risco?
Internamente, a avaliação é pragmática: Guido Rodríguez elevaria o nível do time imediatamente, traria equilíbrio defensivo, liderança e leitura de jogo em alto nível — características raras no mercado sul-americano.
A decisão final passa por uma pergunta-chave:
👉 vale concentrar tanto investimento em um único jogador para mudar o patamar do elenco?
Por ora, o Grêmio segue no jogo. Silencioso, cauteloso e disposto a ir até onde for possível.
Sobre o Autor
Márcio Ferreira é o criador e analista do Final Esportes, com foco em cobertura esportiva, mercado da bola, análises táticas e notícias atualizadas do futebol brasileiro.